26 de fevereiro de 2012

A vacinação na adolescência
Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial

Vacinação para adolescentes: o que mudou?

Devemos lembrar que o reforço vacina dTPa, para difteria, tétano e coqueluche, se faz após 10 anos do segundo reforço da Triplice que é feita na criança em torno de 4 a 6 anos, portanto ela é aplicada no adolescente entre os 14 e 16 anos de idade. A coqueluche está aparecendo com mais frequência e, por isso, é indicada nova dose de reforço. Recomenda-se também a vacina meningocócica conjugada do tipo C, mesmo para aqueles vacinados na infância ou há mais de cinco anos.Para as pacientes do sexo feminino e masculino, deveremos acrescentar a vacina HPV, a partir dos 9 anos, no total de 3 doses a serem administradas.
É importante saber se seu filho tem níveis de anticorpos protetores para o vírus da hepatite B, se foi vacinado no primeiro ano de vida. Se a proteção for insuficiente, revacinar para hepatite B. Se ele ainda não recebeu a vacina para hepatite A, aproveite esse momento. Observar também se ele recebeu a segunda dose das vacinas para varicela (catapora) e Tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba).
A vacina para Influenza não deve ser esquecida. O Ministério da Saúde, em 2010, vacinou adolescentes, reconhecido como grupo de maior risco para as complicações e óbitos provocados pela Influenza.
A vacina para febre amarela também deve ser repetida a cada 10 anos.
Lembre-se sempre de levar a carteira de vacinação em todas as consultas com o pediatra.
Vacina para HPV liberada para adolescentes de ambos os sexosA vacina HPV foi liberada recentemente também para adolescentes do sexo masculino, uma vez que já estava em uso essa mesma vacina para o sexo feminino. Para liberação da imunização masculina, a ANVISA se baseou no estudo que reduziu em 90% as lesões genitais. O HPV pode ser transmitido por via oral e sexual e levar ao câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca, orofaringe (palato, amígdalas e região posterior a língua). Também protege das verrugas genitais.
Duas vacinas estão hoje licenciadas no Brasil: a vacina quadrivalente (tipos 6, 11, 16 e 18), recomendada para adolescentes e jovens entre os 9 e os 26 anos de idade, e a vacina HPV oncogênico (tipos 16 e 18), com indicação para uso entre os 10 e os 25 anos de idade.
Estas vacinas são compostas por três doses e não é recomendada a dose de reforço.
As duas vacinas não contêm o DNA do vírus. São vacinas inativadas e atualmente disponíveis só na rede privada.
FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
WWW.CLINICADEVACINAS.COM.BR

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